A
obrigatoriedade do curso superior
de jornalismo para o exercício
da profissão é
uma exigência legal
verificada em muitos países.
Mas, mesmo nos locais onde
não existem leis específicas
exigindo o diploma, os formados
acabam levando vantagem na
disputa por uma vaga no mercado
de trabalho.
Segundo
dados do Guia de Profissões
do site Globo.com, “Estima-se
que haja um total de 35 mil
jornalistas trabalhando no
Brasil, sendo cerca de 20
mil com carteira de trabalho
assinada. De acordo com dados
do Relatório Anual
de Informações
Sociais do Ministério
do Trabalho, existem cerca
de 9.500 profissionais trabalhando
em jornais, revistas e em
agências de notícias,
1.300 em rádio, 2.600
em televisão e 6.500
em assessorias de comunicação
e no setor público,
como professores universitários
e funcionários do governo.
Para iniciantes, há
demanda por websurfers –
pesquisadores responsáveis
pelo levantamento de sites
e informações
de interesse para determinado
cliente – e para profissionais
mais experientes oportunidades
na área de criação
e edição de
textos para websites.”
Com
relação a liberdade
de expressão e a existência
de pressão política,
a pesquisa IMPRENSA/Aberje/Maxpress
de avaliação
das assessorias de imprensa
realizada em dezembro de 2005,
revela que os profissionais
de imprensa dos Estados da
região Norte são
os que mais se queixam da
falta de liberdade de expressão
e de uma ingerência
maior dos órgãos
públicos sobre seu
trabalho cotidiano.
Segundo
a pesquisa, os jornalistas
da região Norte foram
os que atribuíram menor
nota no quesito independência:
5,65, contra uma média
que varia de 6,71 a 6,87 nas
outras regiões. No
interior dos estados, essa
avaliação ganha
contornos ainda mais dramáticos:
o indicador cai a 4,50, ou
seja, menos da metade de uma
escala que vai de 1 a 10.
A
presidente do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais
do Pará, Carmen Lúcia
Souza da Silva, afirma que
muitas vezes os profissionais
sequer procuram as entidades
de representação
para apresentar queixas sobre
a pressão que eventualmente
sofrem nas redações
por parte dos órgãos
públicos, mas reconhece
que a interferência
é grande, “principalmente
nas esferas estadual e municipal
porque são grandes
anunciantes e acabam tendo
a entrada facilitada pelos
donos dos veículos
de comunicação”,
avalia.
A
opinião de Carmen tem
ressonância em seu colega,
presidente do Sindicato dos
Jornalistas do Amapá.
Segundo Volney Oliveira, muitos
dos veículos de comunicação
ou se comportam como “diários
oficiais”, pautados
por uma agenda positiva ao
governo, ou sofrem as mais
diversas pressões,
em especial a financeira,
visto que a dependência
da verba pública é
comum nestes estados em que
os setores privados não
têm grande concentração
de verba e não são
anunciantes. Na classificação
por regiões, a que
melhor avalia seu grau de
independência é
o Distrito Federal, a capital
do poder, com 6,87, seguida
do Sul (6,86), Sudeste (6,77)
e Nordeste (6,73).
Segundo
a mesma pesquisa, No Brasil,
15% dos jornalistas afirmam
já terem sentido na
pele a pressão dos
órgãos do governo
sobre seu trabalho, sofrendo
ações corretivas
do poder público em
sua atividade. Essa interferência
direta é mais sentida
nas regiões Centro-Oeste
(43%) e, novamente, Norte
(41%). Os jornalistas do Estado
de São Paulo são
os que afirmam sofrerem menos
interferência direta
do governo, com 8%. Os profissionais
de televisão e jornal
são os mais vulneráveis,
segundo a pesquisa, à
interferência e ações
corretivas do governo: 23%
para os profissionais de TV
e 19% para os jornais impressos.
Entre
todos os jornalistas pesquisados,
apenas 28% afirmam ter liberdade
total para publicar as notícias
que julgam ser de interesse
público, ou seja, a
cada dez jornalistas, menos
de três são,
realmente, livres. Do total,
60% afirmam ter liberdade
quase total e 11%, pouca liberdade.
Os que afirmaram não
ter liberdade alguma somam
1% do universo pesquisado.
As mulheres, segundo a pesquisa,
afirmam ter menos liberdade
que os homens. Somadas as
respostas “não
tem nenhuma liberdade”
e “tem pouca liberdade”,
os jornalistas do sexo masculino
ficam com 10% enquanto as
mulheres, 14%; entre os homens,
33% afirmam ter total liberdade,
contra 20% das mulheres.
Uma
significativa parcela dos
jornalistas em Rondônia,
não se formou na sua
área de atuação
e exerce a profissão
de forma empírica ,
inclusive a primeira turma
de Comunicação
Social formada pela Faro em
2005, contou com muitos profissionais
que já atuavam nas
redações e se
formaram para legitimar a
atuação profissional.
Dados
do Sindicato dos Jornalistas
do Estado de Rondônia
revelam que existem 400 jornalistas
sindicalizados, sendo 360
sem graduação
e apenas 40 graduados. Os
Jornais diários de
Porto Velho e as emissoras
de TV servem como uma amostragem
da realidade jornalística
no Estado. No Estadão
do Norte existem vinte e um
jornalistas sem graduação
e apenas quatro formados;
Na Sucursal da Folha de Rondônia
há três jornalistas
e apenas um tem graduação;
na Sucursal do Diário
do Povo, são três
jornalistas graduados; No
diário da Amazônia
existem sete graduados e cinco
sem graduação.
No Alto Madeira, são
dois graduados que contam
com a colaboração
de profissionais free-lancer,
pois, o periódico mais
antigo do Estado passa por
uma crise financeira. Tanto
a Folha de Rondônia
como o Diário do Povo
têm sua sede em Ji-Paraná,
segunda cidade maior de Rondônia
situada na parte central do
Estado. A TV Rondônia,
afiliada da Rede Globo, conta
com sete jornalistas graduados
e sete sem graduação;
A Rede TV tem nos seus quadros
seis graduados e cinco sem
graduação.