O
mercado da criação
ganhou maior espaço
com a Internet e com a abertura
de novas agências de
publicidade, mas vale lembrar
que esse mercado é
extremamente exigente, o profissional
deve ser altamente sofisticado.
Há poucos especialistas
em planejamento e promoção
de vendas e cresce a necessidade
das empresas nessa área.
Em destaque, ainda, as mídias
interativas: produção
de CD-ROMs, home pages e estratégias
para usar esses novos meios.
Um novo espaço se abre
com a internet, mas esse ainda
é um campo que poucos
dominam. A linguagem, os recursos
e até o público
têm diferenças
significativas, em relação
aos meios de comunicação
convencionais. De qualquer
forma, os postos de trabalho
nessa área têm
sido preenchidos por publicitários
oriundos das mídias
impressa e televisiva.
Áreas de atuação
não faltam. Porém,
como o número de formandos
aumenta todo ano, com a criação
de novos cursos superiores,
o mercado tem dificuldade
de absorver a todos. Por isso,
os profissionais aconselham
o estudante a começar
a trabalhar o mais cedo possível
em qualquer área ou
cargo, para depois procurar
se especializar nas atividades
para as quais tiver maior
aptidão.
Segundo
o Presidente da APP - Associação
dos Profissionais de Propaganda,
André Porto Alegre,
“Os novos profissionais
que se formam ao ano representam
a renovação
de 10% do pessoal ocupado
nas agências, a totalidade
do pessoal ocupado em pesquisa
de mercado e opinião,
22% do pessoal ocupado em
emissoras de rádio,
16% do pessoal ocupado na
televisão e 5% do pessoal
ocupado nos jornais, revistas
e publicações”.
No
Brasil existe cerca de 4.000
agências credenciadas
pelo CENP, empregando mais
de 30.000 profissionais. 133
destas agências estão
localizadas na região
Norte, representando 3,4%
das agências credenciadas,
o menor número do País.
Rondônia possui 25 agências
credenciadas pelo CENP, sendo
que 13 delas estão
localizadas no município
de Porto Velho. Apenas 01
agência no Estado está
associada a ABAP – Associação
Brasileira de Agências
de Publicidade. Tendo em vista
que somente no ano de 2005
foi formada, pela FARO, a
primeira turma de publicitários
do Estado as agências
carecem de profissionais qualificados.
Os poucos que possuem formação
são oriundos de outros
Estados do país.
Os
órgãos públicos,
como Governo do Estado, Assembléia
Legislativa e prefeituras
são os que possuem
maiores verbas publicitárias.
Este dado revela uma instabilidade
inerente ao mercado local,
pois dependendo de verbas
de governo, as agências
e seu quadro de funcionários
ficam sujeitos às mudanças
ocorridas a cada eleição.
Nesse contexto, podemos notar
a necessidade de desenvolvimento
de uma parcela do mercado
local: a iniciativa privada,
ou seja, o comércio
e os serviços em geral.
Ainda existe uma necessidade
de mão-de-obra especializada
para atender a esta demanda
e, aos poucos, desenvolver
os negócios de empresários
que ainda não investiram
em publicidade satisfatoriamente.
O mercado local exige um profissional
que, além de criativo,
seja capaz de planejar, controlar
a veiculação
e avaliar resultados de campanhas.